PT-EVOO - free-flight para elétrico
Um dos modelos divulgados aqui na página de maior sucesso foi o Colegial, da Aerobrás, convertido para radiocontrole e motor elétrico. Depois dele, várias pessoas escreveram perguntando os detalhes, querendo fazer algo parecido. Pois bem, para os fãs de conversões apresento mais uma alternativa, como sempre barata, de se estar voando de modo diferente: o PT-EVOO.
O único reforço adicionado ao modelo foi uma tira de fita adesiva em cada dorso da asa (das duas metades, é óbvio) e mais uma na parte inferior da fuselagem. Considerando que o modelo pousa de barriga esta medida prolonga consideravelmente sua vida útil.
O avião
A rápida montagem

O modelo tinha inicialmente 120 gramas e ficou com um peso final, com as baterias, de 240 gramas. Optei por não usar os adesivos fornecidos com o avião para economizar peso e fiz uma pintura bem básica, com caneta de retroprojetor. Pronto! Sem mais delongas, é hora de testar as capacidades de vôo do menino.
E ele voa!
Conclusão

E é isso: um avião de brinquedo bem barato que pode ser transformado em menos de 2 horas num aeromodelo com boas características de vôo. Considero o projeto PT-EVOO um sucesso e recomendo a quem quiser tentar!
Bons pousos!!!
Um dos modelos divulgados aqui na página de maior sucesso foi o Colegial, da Aerobrás, convertido para radiocontrole e motor elétrico. Depois dele, várias pessoas escreveram perguntando os detalhes, querendo fazer algo parecido. Pois bem, para os fãs de conversões apresento mais uma alternativa, como sempre barata, de se estar voando de modo diferente: o PT-EVOO.
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Ao contrário da conversão do Colegial, que requer cálculos e modificações estruturais profundas, esta se dá de forma muito mais rápida e simples, sendo concluída em cerca de 2 ou 3 horas. O equipamento necessário para equipar o avião é o equipamento padrão para qualquer slowflyer: um par de micro-servos, um micro-receptor, um speed control para 5 ampéres e um motor 280 com hélice direct drive. Eu usei a hélice GWS 4,5x3 e o modelo sobe com autoridade. A bateria instalada é de 7 células de 350mA/h, de NiMh, suficiente para bons 10 minutos de vôo com o motor na máxima, sem problemas. |
O avião
| O avião usado é um modelo de brinquedo, da Toy Power, feito de isopor e projetado para vôo livre. A idéia partiu do fato de que este avião, com 1,5 metro de envergadura, tem boas dimensões para um slow/parkflyer e excelente planeio quando usado em vôo livre. Além disso ele é bastante durável e tem uma aparência bacana. Fora duas coisas importantes ao aeromodelista de elétricos brasileiro: é um produto nacional, portanto fácil de achar (comprei o meu no Wal-mart) e custa barato, cerca de 25 reais (e você ainda ganha um macarrão de espuma para usar na piscina). | ![]() |
A rápida montagem
![]() Comecei cortando as partes móveis na cauda. Estas fotos não estão muito boas, mas dão uma idéia aproximada da dimensão do leme e do profundor. O corte deve ser feito com uma lâmina nova a fim de evitar amassos indesejados nas superfícies. O tamanho das superfícies móveis não é crítico, apenas use o bom senso. |
![]() O estabilizador, que vem desmontado no avião, deve ser encaixado e colado com cola quente numa posição neutra (corte o profundor antes de colar a peça na fuselagem). Não use muita cola pois ajustes posteriores podem ser necessários após os primeiros testes de vôo. As alavancas de comando das superfícies de controle foram feitas com bambu. |
![]() Para lincar partes fixas e móveis fiz dobradiças de chapa de raio x. São retângulos de aproximadamente 3x1 cm inseridos nas superfícies, fixos com cola quente ou epóxi. Assegure-se de arredondar com lixa fina as partes lincadas de modo que movimentem-se livremente e cuide para que a cola das dobradiças não cole uma na outra. Usei arame de 0,8 mm para conectar as superfícies às alavancas dos servos. |
![]() O próximo passo foi cortar encaixes para os servos e o receptor na fuselagem. Na foto acima vê-se o servo do profundor. Um pouco à frente o buraco retângular onde está encaixado o receptor recoberto com durex branco. Estas distâncias, como tudo neste avião, não são obrigatórias e vão depender do comprimento dos cabos dos servos usados. Aliás, estes cabos passam inseridos em sulcos bem superficiais, recobertos com o mesmo durex branco. Prestando atenção é possível percebê-los na foto. |
![]() O motor foi montado em um suporte de balsa, logo acima do bordo de fuga da asa. A altura do suporte deve ser apenas suficiente para que a hélice não toque na fuselagem. Logo à frente do motor, inserido na fuselagem e coberto com durex branco está o speed control. Um pouco mais à frente o pack de baterias. Distribuindo os componentes desta forma, consegui que o CG (centro de gravidade, ponto de equilíbrio do modelo) ficasse no local exato: uma polegada à frente do bordo de fuga. |
![]() O modelo voa bem sem equipamentos, então o CG original deve ser mantido. Verifique-o antes de instalar os componentes e confira-o depois. Na foto acima um detalhe do encaixe da asa que oferece dupla vantagem: este sistema de fixação facilita o transporte com a remoção da asa e permite que ela pule fora sem quebrar ao sofrer um impacto um pouco mais forte. |

O modelo tinha inicialmente 120 gramas e ficou com um peso final, com as baterias, de 240 gramas. Optei por não usar os adesivos fornecidos com o avião para economizar peso e fiz uma pintura bem básica, com caneta de retroprojetor. Pronto! Sem mais delongas, é hora de testar as capacidades de vôo do menino.
E ele voa!
![]() Na falta de trem de pouso, o lançamento é manual, mas muito tranquilo! Nos primeiros lançamentos, sem motor, percebi que eu precisaria de um pouco mais de incidência positiva no profundor (por isso lembre-se de usar pouca cola na hora de fixa-lo). Como era uma correção pequena, pude corrigi-la no trim do rádio. |
![]() O lançamento deve ser suave e o modelo ganha altitude com autoridade e rapidez. O vôo é surpreendentemente bastante lento e estável e a resposta aos comandos é boa, embora um pouco mais de leme permitiria curvas mais fechadas, úteis para vôos em locais menores. |
![]() Em vôo, a asa enverga bastante devido a sua grande envergadura. Isso não me animou tentar um looping ou coisa parecida. No geral, o modelo voa tão suavemente quanto um pico stick e manobras bruscas devem ser evitadas, a não ser que se reforce a asa. |
![]() Mesmo com meio ou totalmente sem motor o planeio é excelente e os experts provavelmente conseguiriam até pegar umas térmicas com ele. A bateria durou cerca de 12 minutos, na maior parte totalmente acelerado. O pouso, de barriga é facílimo e não causa grandes prejuízos à fuselagem, a não ser uns arranhões. |
Conclusão

E é isso: um avião de brinquedo bem barato que pode ser transformado em menos de 2 horas num aeromodelo com boas características de vôo. Considero o projeto PT-EVOO um sucesso e recomendo a quem quiser tentar!
Bons pousos!!!



















