Yes, nós temos "Depron"!!!
Para quem não sabe o que é Depron, este nome pomposo se refere única e puramente àquele isopor que a gente está acostumado a ver em bandejas de frios e caixas de ovo. É, este material que a gente joga fora aos borbotões sem nunca se preocupar em ter uma grande idéia para com ele...
Depois de uns dois meses, já tinha desencanado da idéia quando, por acaso, ao visitar o ateliê de pintura de uma colega de trabalho eis que encontro maravilhosas placas deste material jogadas em um canto. Surpreso, perguntei para que ela usava e onde conseguia e ela me explicou que era como um tipo de proteção para quadros emoldurados (a placa vai atrás da pintura, entre o papel e a madeira da moldura). Ela disse ainda que um primo conseguia lhe as placas na firma onde trabalhava, com as excelentes medidas de 1 metro por 70 centímetros, com cerca de 5 milímetros de espessura.
Minha amiga (nesta altura já a tinha promovido à amiga) gentilmente me cedeu uma das placas que possuía para que eu pudesse fazer um teste para as aplicações de que eu necessitava (muito embora eu já tivesse certeza que o material serviria). E assim o foi. Em casa, minha grande dúvida era: por onde começar? Ora bolas, pelo começo! Um design básico e ao mesmo tempo atraente como o And_Now, cuja planta encontra-se na sessão de downloads viria realmente a calhar. E este é o modelo das fotos abaixo, que foi construído exatamente como o descrito na planta.
O fato interessante é que gastei apenas um terço da placa para confeccionar este modelo. Assim, resolvi tentar um projeto um pouco mais arrojado com o resto da placa. Pesquisando em alguns fóruns americanos especializados em modelos de isopor, encontrei exatamente o que procurava: um biplano baseado no Ultimate impulsionado pelo mesmo motor do Pco Stick, o IPS DXA.
O modelo já voou duas vezes mas ainda encontra-se em fase de ajuste. Os ailerons, por exemplo, foram substituídos por outros maiores, para dar uma resposta mais rápida nos comandos e o ajuste do CG ainda é um pouco crítico. Entretanto, já deu pra perceber as características acrobáticas do modelo, com loopings, rolls e vôo invertido.
Na verdade, o que eu quis demonstrar foi a facilidade de se construir com este material. Não citei, mas ambos os modelos foram em uma tarde (cada um em uma), durante a mesma semana. É incrível o tempo economizado pulando tarefas complexas como a montagem e a entelagem de uma asa, por exemplo. Além disso, dependendo do esmero do construtor (e olha que sou meio relaxado com o acabamento de meus modelos) o resultado final pode ser bem agradável aos olhos.
Os modelos ficaram dentro da faixa de peso ideal e por isso voam bem. E são, com certeza, mais resistentes do que seriam se tivessem sido construídos com balsa e entelados com papel japonês. Que o diga o meu And_Now, que caiu com o nariz no chão pelo menos uma dúzia de vezes. Muitas delas resultarm na quebra do montante do motor, mas nada que demorasse mais que vinte minutos para ser consertado. Além do mais, muitas quebras podem ser consertadas no campo mesmo, simplesmente com fita adesiva e a reposição de peças com perda total é mais rápida e mais barata do que no caso de um modelo de balsa.
Estas placas não estão disponíveis comercialmente, uma vez que são utilizadas na embalagem de determinados produtos que vêm do exterior em navios. Entretanto, consegui adquirir uma boa quantidade com o tal primo da minha amiga, por um preço razoável e posso estar repassando às pessoas que se interessarem pelo mesmo preço, desde que elas se responsabilizem pelo transporte. O custo de cada placa com 100cm x 70 cm x 5 mm de espessura é de 7 reais, e o pedido mínimo é de 5 placas (bem razoável considerando-se que meu pedido mínimo foi de 50 placas e ainda tive que ir buscá-las em Santos). Os interessados podem me contactar pelo email evoo@ieg.com.br .
Bons pousos!!!
| Uma das coisas que sempre me aborreceu em praticar aeromodelismo elétrico aqui no Brasil era ver como os americanos sempre tinham tudo à mão, fácil e à preços acessíveis, enquanto aqui, até as coisas mais simples tinham que ser importadas e à preço de ouro... Pesquisando na internet, tem-se a impressão de que lá até os supermercados vendem aeromodelos elétricos e acessórios, enquanto aqui muitas vezes a gente não encontra um microservo nas "melhores casas do ramo"... Assim foi com o depron. A primeira vez que vi na internet um modelo feito com este material a idéia me pareceu óbvia: ele é leve, resistente e certamente mais barato que a balsa. Só não sei como eu não tinha pensado nisso antes ;-). |
![]() Eis as famigeradas placas voadoras do norte!!! |
![]() And_Now: minha primeira e feliz experiência com o Depron |
Bom, apesar de não ter tido a boa idéia achei que assim mesmo eu poderia me aproveitar dela e construir alguns modelos de isopor. Só tinha um problema: onde conseguir este tipo de isopor? Mesmo nas casas especializadas ninguém tinha idéia do que era este tal de depron. Uns falavam sobre styropor, outros sobre isopor laminado, mas nada que se assemelhasse ao que eu precisava. Tentei até comprar algumas bandejas, mas mesmo as maiores que encontrei (~30cm) ainda eram pequenas para um bom par de asas. Liguei para alguns fabricantes de bandejas e nenhum deles comercializava placas maiores que a sua maior bandeja. |
Minha amiga (nesta altura já a tinha promovido à amiga) gentilmente me cedeu uma das placas que possuía para que eu pudesse fazer um teste para as aplicações de que eu necessitava (muito embora eu já tivesse certeza que o material serviria). E assim o foi. Em casa, minha grande dúvida era: por onde começar? Ora bolas, pelo começo! Um design básico e ao mesmo tempo atraente como o And_Now, cuja planta encontra-se na sessão de downloads viria realmente a calhar. E este é o modelo das fotos abaixo, que foi construído exatamente como o descrito na planta.
![]() O modelo tem linhas muito simples e consite basicamente de 3 peças de isopor e uma vareta. A asa é uma peça única, sem diedro, e por isso o controle é feito por meio de aileron e profundor. Voa excelentemente bem com dois motores: o IPS DXA com 7 células de bateria e o speed 280, com 8 células. Com o primeiro obtém-se vôo mais lento e maior duração e com o outro maior capacidade acrobática. |
![]() Com sua enorme área de asa e ailerons bem largos o modelo é capaz de realizar qualquer manobra que utilize aileons e profundor, inclusive o vôo de dorso (embora eu nunca tenha conseguido mantê-lo por mais de 5 segundos). O peso total varia entre 180 gramas e 230 gramas, dependendo do motor e da bateria. Um bom treinador para as primeiras manobras acrobáticas! |
O fato interessante é que gastei apenas um terço da placa para confeccionar este modelo. Assim, resolvi tentar um projeto um pouco mais arrojado com o resto da placa. Pesquisando em alguns fóruns americanos especializados em modelos de isopor, encontrei exatamente o que procurava: um biplano baseado no Ultimate impulsionado pelo mesmo motor do Pco Stick, o IPS DXA.
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A versão que construí é baseada à olho no modelo americano, com todas as medidas livremente estimadas. Fiz um rascunho aproximado do que eu pretendia construir, peguei o resto da placa de isopor e mãos à obra! O depron (chamemo-lo assim) é um material muito fácil de cortar a aceita ser lixado relativamente bem. A única coisa que é um pouco mais chata do que quando se trabalha com balsa é colar: ou cola de isopor (que demora horas pra secar) ou epóxy (que depois de preparada deve ser utilizada rapidamente). Cianocrilato e/ou superbonder nem pensar, pois este tipo de cola derrete o isopor. |
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O modelo em si é composto de poucas peças: as asas são dois retângulos iguais de 70 cm (aproveitando a medida lateral da placa) por 12,5 cm, levemente abauladas com a mão de modo a formar um leve perfil côncavo. No modelo original elas são totalmente planas! A fuselagem foi feita a partir de três peças principais (pois a parte de baixo é aberta) e umas poucas cavernas. O grupo de cauda foi simplesmente recortado no formato, assim como os ailerons. O modelo não tem leme de direção, sendo comandado portanto por profundor e ailerons. Recortadas e coladas todas as peças, com um pouco de paciência e, voilá! Aí está o resultado nas fotos. |
![]() As únicas partes deste avião que contém madeira são o reforço do trem de pouso e o montante do motor, além de uma vareta de bambu de 30 cm embaixo de cada asa para reforçar e outras duas menores fixas na fuselagem para prender os elásticos de segurar a asa. A pintura foi feita com tinta acrilex para tecido, mas o isopor pode ser pintado com qualquer outra tinta à base de água. |
![]() O motor utilizado foi o meu já consagrado IPS DXA. Com ele instalado e mais uma bateria de 7 células de 350 mA/h NiMh o peso total do modelo não ultrapassa 220 gramas. Note nesta foto o formato côncavo da asa, obtido simplesmente moldando-se o isopor com as mãos. O trem de pouso, a bateria e a asa superior são fixos diretamente na asa inferior e esta é fixa na fuselagem por meio de elásticos. |
O modelo já voou duas vezes mas ainda encontra-se em fase de ajuste. Os ailerons, por exemplo, foram substituídos por outros maiores, para dar uma resposta mais rápida nos comandos e o ajuste do CG ainda é um pouco crítico. Entretanto, já deu pra perceber as características acrobáticas do modelo, com loopings, rolls e vôo invertido.
Na verdade, o que eu quis demonstrar foi a facilidade de se construir com este material. Não citei, mas ambos os modelos foram em uma tarde (cada um em uma), durante a mesma semana. É incrível o tempo economizado pulando tarefas complexas como a montagem e a entelagem de uma asa, por exemplo. Além disso, dependendo do esmero do construtor (e olha que sou meio relaxado com o acabamento de meus modelos) o resultado final pode ser bem agradável aos olhos.
Os modelos ficaram dentro da faixa de peso ideal e por isso voam bem. E são, com certeza, mais resistentes do que seriam se tivessem sido construídos com balsa e entelados com papel japonês. Que o diga o meu And_Now, que caiu com o nariz no chão pelo menos uma dúzia de vezes. Muitas delas resultarm na quebra do montante do motor, mas nada que demorasse mais que vinte minutos para ser consertado. Além do mais, muitas quebras podem ser consertadas no campo mesmo, simplesmente com fita adesiva e a reposição de peças com perda total é mais rápida e mais barata do que no caso de um modelo de balsa.
Estas placas não estão disponíveis comercialmente, uma vez que são utilizadas na embalagem de determinados produtos que vêm do exterior em navios. Entretanto, consegui adquirir uma boa quantidade com o tal primo da minha amiga, por um preço razoável e posso estar repassando às pessoas que se interessarem pelo mesmo preço, desde que elas se responsabilizem pelo transporte. O custo de cada placa com 100cm x 70 cm x 5 mm de espessura é de 7 reais, e o pedido mínimo é de 5 placas (bem razoável considerando-se que meu pedido mínimo foi de 50 placas e ainda tive que ir buscá-las em Santos). Os interessados podem me contactar pelo email evoo@ieg.com.br .
Bons pousos!!!
















