Martin Mars
Ficha técnica
| Comprimento: | 1,9m | ![]() |
| Envergadura: | 3,1, asa plano-convexa | |
| Corda: | 45cm na raiz, 20cm na ponta | |
| Motor: | 4 x EPS400C-DS | |
| Hélice: | GWS 10x6 | |
| Bateria: | 2 x 9,6V 950mAh NiMh Kan | |
| Peso: | 2,4Kg | |
| Carga alar: | 25g/dm2 | |
| Controles: | Leme e profundor | |
| Vídeo: | Clique aqui |
História
Quando passamos a frequentar o camping mensalmente, comecei a fazer vários hidroaviões, e na época o Ronaldo (Atari) postou uma sugestão de fazer o MartinMars, mas ficou por isto mesmo porque seria algo muito grande e exagerado, com muitos motores e muito consumo de energia.
Após ter feito o Cessna 177 com 2m de envergadura, percebi que modelos grandes não são complicados de fazer, nem de voar, nem tão pesados, nem precisam de equipamentos absurdos para voar, nada que eu já não tivesse em casa para usar com modelos menores.
Foi um modelo razoavelmente fácil de fazer (o que deu um baita trabalho foi transportar).
Novamente é um avião bombeiro, no caso o maior hidroavião em operação no mundo, com envergadura de 62m. Resolvi fazê-lo escala 1:20, isto é, 3,1m de envergadura, mas mesmo assim ainda é o maior aeromodelo elétrico que eu tenha notícia no Brasil, e mesmo assim é mais leve do que qualquer treinador glow.
Assim como no Cessna 177, a fuselagem foi feita como uma caixa de chapas de isopor com 1,5cm de espessura, em vez de bloco de isopor como normalmente é feito para modelos elétricos, o que evitou que o peso aumentasse muito.
Normalmente quando se dobra o tamanho de um objeto, a área é multiplicada por 4 (dois elevado ao quadrado, pois são duas dimensões), e o volume multiplicado por 8 (2 elevado ao cubo, porque são 3 dimensões). Como o peso é proporcional ao volume, se tivesse usado isopor sólido além de gastar uma fortuna pesaria muito (no mínimo uns 9Kg).
A asa foi feita em isopor P0, com longarinas de fibra de vidro 2mm e chapeada com depron 2mm, e ficou excelente, leve (700g é muito pouco para uma asa deste tamanho), e resistente, e ainda com um bom acabamento.
Como não andava com muito tempo livre, o projeto foi adiado várias vezes, e acabei levando-o ainda na forma de kit para o camping, terminando-o na noite da véspera do vôo inaugural. Os amigos presentes (os que estão na foto e todos os demais que foram conosco ao camping) ajudaram muito na finalização e no vôo teste.
Por causa dos grandes fios elétricos passando corrente pulsada para os motores, tive um problema sério de ruído, que foi minimizado usando dois receptores, o que causou um efeito cômico no primeiro vôo, já que havia um piloto para controlar leme e profundor, e um co-piloto controlando os motores...
Mas mesmo assim, o vôo foi excelente e muito divertido, o som dos 4 motores girando é fantástico e a aparência dele no ar foi muito imponente.








